CineCAL no Museu discute encarceramento e resistência
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| "César deve morrer" |
"O que há por trás das grades e das estatísticas?", "Quem são essas pessoas estigmatizadas pelo crime?", são algumas das indagações contidas nos debates e nas produções que envolvem filmes brasileiros como Pixote e Carandiru, e têm em comum questões pouco discutidas ou mesmo esquecidas pela sociedade como pena privativa de liberdade, preconceitos raciais, de gênero, psicotrópicos e políticas públicas.
A 17ª edição do evento que discute o tema Encarceramento e resistência: a poética do entre muros acontece de segunda a sexta-feira (com exceção da terça-feira), no Auditório 2 do Museu Nacional da República (Esplanada dos Ministérios), sob a coordenação de Antonio Carlos Maranhão. Ao tirar detrás das grades essas questões, o CineCAL promove o livre debate, coordenado pelo professor Alexandre Bernardino, com inúmeros especialistas, entre eles uma jovem cineasta estudante de Direito que já esteve encarcerada. Entrada franca.
Programação
Dia 17 de março (segunda-feira)
Carandiru (Brasil). Direção de Hector Babenco, 2003, 146 minutos, drama. O filme é uma superprodução baseada no livro Estação Carandiru, do médico Drauzio Varella, onde ele narra suas experiências com a dura realidade dos presídios brasileiros em um trabalho de prevenção à AIDS, realizado na Casa de Detenção de São Paulo, conhecida como Carandiru por estar localizada em bairro de mesmo nome. Classificação 18 anos
Dia 19 de março (quarta-feira)
Leonera (Argentina/Coréia do Sul/Brasil). Direção de Pablo Trapero, 2008, 113 minutos. O diretor conhecido dos brasileiros por Família rodante e O outro lado da lei, conta a história de uma garota de classe média, presa por um assassinato, que se apoia no seu filho recém-nascido na cadeia para conseguir sobreviver dentro da prisão – a leoneira, a jaula das leoas. O filme conta com a participação do ator Rodrigo Santoro. Classificação 18 anos
Dia 20 de março (quinta-feira)
César deve morrer (Itália). Dirigido pelos irmãos Paolo e Vittorio Taviani, 2012, 76 minutos. A peça teatral "Júlio César", de William Shakespeare, é encenada por um grupo de prisioneiros da prisão de segurança máxima Rebibbia, localizada em Roma. Ao mesmo tempo que funciona como registro documental, a ficção é trabalhada pelos diretores por trás da trama original. Vencedor do Urso de Ouro no Festival de Berlim 2012.
Dia 21 de março (sexta-feira)
Pixote, a lei do mais fraco (Brasil). Direção de Hector Babenco, 1981, 127 minutos, drama. O diretor construiu um dos mais cruéis retratos da realidade nas ruas de São Paulo, onde crianças têm sua inocência retirada ao entrarem em contato com um mundo de crimes, prostituição e violência. No filme acompanhamos Pixote, um garoto de 10 anos que vive um dia-a-dia cercado de prostituição, homossexualismo, drogas e roubos.
Serviço
Mostra Encarceramento e resistência: a poética do entre muros
Dias 17, 19, 20 e 21 de março de 2014 às 19h
Local: Auditório 2 do Museu Nacional da República (Setor Cultural Sul, Lote 2, Esplanada dos Ministérios)/Brasília (DF)
Entrada franca
Mais informações: (61) 3321.5811 ou www.casadacultura.unb.br
BRASÍLIA POP
brasiliapop@brasiliapop.com
Foto: Divulgação


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